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ASSOCIAÇÃO NACIONAL DE PSICANÁLISE - ANPC
FILOSOFIA DA RELIGIÃO: UMA ABORDAGEM DE INVESTIGAÇÃO COM FINALIDADE RELIGIOSA
Postado em 31/12/2013

FILOSOFIA DA RELIGIÃO: UMA ABORDAGEM DE INVESTIGAÇÃO COM FINALIDADE RELIGIOSA

 Fundamentos e origens filosóficas: – Sistemas religiosos: Elementos característicos dos sistemas  religiosos - Os princípios elementares comuns à maioria das religiões conhecidas na história podem agrupar-se nos seguintes capítulos: crenças, ritos, normas de conduta e instituições.  Toda religião pressupõe algumas crenças básicas, como a sobrevivência depois da morte, mundo sobrenatural etc., ao menos como fundamento dos ritos que pratica. Essas crenças podem ser de tipo mitológico -- relatos simbólicos sobre a origem dos deuses, do mundo ou do próprio povo; ou dogmático -- conceitos transmitidos por revelação da divindade, que dá origem à religião revelada e que são recolhidos nas escrituras sagradas em termos simbólicos, mas também conceituais.  Os conceitos fundamentais organizam-se, de modo geral, em um credo ou profissão de fé; as deduções ou explicações de tais conceitos constituem a teologia ou ensinamento de cada religião, que enfoca temas sobre a divindade, suas relações com os homens e os problemas humanos cruciais -- a morte, a moral, as relações humanas etc. Entre as crenças destaca-se, em geral, uma visão esperançosa sobre a salvação definitiva das calamidades presentes, que pode ir desde a mera ausência de sofrimento até a incógnita do nirvana ou a felicidade plena de um paraíso.  A manifestação das próprias crenças e anseios mediante ações simbólicas é inerente à expressividade humana. Da mesma forma, as crenças e sentimentos religiosos têm se manifestado através dos ritos, ou ações sagradas, praticados nas diferentes religiões. Até no budismo, contra o ensinamento de Buda, desenvolveram-se desde o começo diversas classes de rituais. Toda religião que seja mais do que uma filosofia gera uma série de ritos ao ser vivida pelo povo. Existem ritos culturais em honra à divindade, ritos funerários, ritos de bênçãos ou de consagração e muitos outros.  Observa-se em geral, nas diversas religiões, a existência de ministros ou sacerdotes encarregados de celebrar os principais rituais e, em especial, o culto à divindade. Os atos mais importantes desse culto são oferendas e sacrifícios praticados em conjunto, com invocações e orações. Com freqüência celebram-se os ritos em lugares e épocas considerados sagrados, especialmente dedicados à divindade, e observados com escrupulosa exatidão através dos tempos.  

Conteúdo e a natureza da experiência religiosa: - A religião pode ser definida como um conjunto de crenças e práticas (ritos), relativos a certos sentimentos manifestados perante o divino por uma dada comunidade de crentes, obrigando-os a agir segundo uma lei divina para puderem ser salvos, libertos ou atingirem a perfeição. Cada religião defende um conjunto de valores cuja validade pretende ser universal.  Experiência Religiosa : As manifestações religiosas são tão antigas e estão de tal modo difundidas que nos é difícil imaginar o Homem sem Religião. Chega-se à religião de múltiplas maneiras, a mais freqüente é através da família. Os homens sempre esperam das religiões respostas para os enigmas com que se deparam: O que é homem? Qual o sentido da sua existência? Qual a origem e o fim do sofrimento? Como podemos atingir a felicidade? O que é a morte? Existe uma justiça sobre-humana que castigue os que fizeram outros sofrer e recompense as suas vítimas? Não encontrando respostas na ciência para estas questões, buscam-nas com freqüência na religião. Mas o sentimento religioso emerge também a partir da própria consciência que o Homem é um ser finito, limitado, imperfeito, que se descobre num mundo que não criou e cujo sentido desconhece. A experiência religiosa está igualmente associada a vivências particulares, como os fenômenos sobrenaturais, que despertam os homens para outras dimensões da realidade.   Uma das mais célebres fotografias de "fantasmas". Foi tirada em Raynham Hall, em Inglaterra, em 1936.

Transcendente : Cada experiência religiosa apresenta-se como uma ligação profunda e envolvente do homem com o sagrado, na qual se anula na sua individualidade. Sempre que o homem entra em contacto com o sagrado (o divino, o transcendente) estamos perante um tipo particular de experiência religiosa.  Todas as religiões assentam no pressuposto de que existem duas dimensões do real: a sagrada e a profana. A sagrada define-se por oposição à profana, e corresponde a uma realidade que é assumida como perfeita, divina e dotada de poderes superiores aos humanos, suscitando no homem respeito, medo e reverência. A profana identifica-se com o mundo em que vivemos, sendo apontada como  banal e vista inferior em relação à sagrada (Profano, do latim pro (diante de ) e fanum (espaço sagrado). Em cada religião o transcendente expressa-se  sob diversas formas e assume diversas figuras: Deus, deuses, anjos, espíritos, etc.   

Crenças: Todas as religiões apresentam-se como um sistema de crenças e ritos. As crenças são representações sobre o sagrado elaboradas de forma mais ou menos complexa, podendo ou não ser escritas. Estas crenças definem uma concepção particular do sagrado, os seus poderes e virtudes. É inerente ao próprio conceito de crença, algo que não é do domínio da razão. Procurar uma explicação racional para a maioria das crenças revela-se quase sempre uma tarefa em vão. Cada religião privilegia certas formas de contacto com o sagrado em detrimento de outras. Apresenta também uma dada explicação para o sentido do mundo e a existência do próprio homem (vida, morte, etc), em geral codificada sobre a forma de um conjunto de ensinamentos doutrinais.  Entre as crenças associadas ao aparecimento de manifestações religiosas podemos destacar as seguintes: A crença na existência de forças superiores ao Homem, a cujo poder este estaria submetido. Estes seres que manifestam a sua vontade e desígnios no mundo em que vivemos, são assumidos como absolutos, incondicionados, divinos, transcendentes, não compostos, oniscientes, etc. Sozinhos ou em grupo constituem uma outra dimensão da realidade, sendo freqüentemente considerada como a única que é verdadeira. O mundo em que vivemos é  encarado como uma mera ilusão, sonho.  A crença numa ordem e justiça sobre-humana. Esta crença permite ao Homem suportar não apenas o sofrimento e as injustiças que experimenta no seu quotidiano, mas também esperar uma espécie de recompensa após a morte do seu corpo.

Filosofia x Teologia: A Metafísica, ou Ontologia, é uma área da Filosofia na qual se reflete sobre a existência dos seres do universo. A reflexão filosófica é puramente racional, amparada na ciência da Lógica. A primeira pergunta metafísica é: "Por que existem os seres ao invés do nada?" Ou melhor, "por que existe o universo ao invés do nada?" Essas questões nos remetem diretamente para as mais profundas indagações humanas encontradas em todos os tempos: qual é o significado de estarmos vivos aqui no planeta Terra. Endereço: Via Láctea. País: Universo. O que significa existirmos juntos a outros seres completa e radicalmente diferentes de nós: estrelas, minhocas, orquídeas, pedras, mamões, computadores, luz, ar, cachorros, e por aí vai. O filósofo pensa a partir dessas diferenças, que em Filosofia chamam-se "diferenças ontológicas". Esse é o campo de estudo da Metafísica.  Outras questões que comparecem espontaneamente no pensamento humano são igualmente metafísicas: "O que acontecerá após minha morte?"; "Será que há existência da alma após a morte?"; "O que significa a existência dos seres vivos na amplidão do cosmos?"; "O que estou fazendo aqui?"; "Quem sou eu?" A Filosofia é um detetive de idéias: mais do que respostas prontas ele formula questões. E estas questões, em Filosofia, não têm uma única resposta provada ou considerada como única verdadeira. A Filosofia é um modo de pensar anti-dogmático, ou melhor, ela é contra verdades estabelecidas e inquestionáveis ou indiscutíveis. Por isso, os filósofos encontram muita dificuldade para respondê-las e ter certeza absoluta de que as respostas achadas são as verdadeiras. Essa dificuldade não é pela incompetência filosófica, mas pela natureza do objeto de estudo: "Quando o conhecimento se dilata, o infinito recua". Vale dizer, racionalmente não alcançamos a certeza absoluta, por mais que consigamos obter conhecimento, o universo é sempre mais vasto e mais enigmático ainda do que a razão supõe. O filósofo pensa a partir de sua razão e nada mais. Sem autoridades reveladas, sem livros sagrados ou inspirações divinas. Lembro-me neste momento de meu ex-cliente e amigo Raul Seixas dizendo: "Eu queria ser uma metamorfose ambulante - Do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo". Na realidade, os filósofos como que bóiam num mar de dúvidas e questões racionais e são predominantemente humildes diante da existência do universo inescrutável. Mas, existem doutrinas não filosóficas que propõem respostas absolutas para essas questões metafísicas. São as doutrinas teológicas. A Teologia questiona e responde, com certeza absoluta, sobre a existência de Deus, seus atributos e a sua relação com os homens e os outros seres do cosmos. Essas respostas diferem de acordo com a  doutrina de cada religião. 

Independência da Teologia Cristã: Na pequena obra do renomado teólogo suíço, que completou cinqüenta anos de sacerdócio em 2004 e oitenta anos de vida este ano, escalda questões da atualidade no ensino de Jesus de Nazaré, propõe que o cristão que se orienta por ele e pensa sua fé com independência encontra razões para permanecer nela, ou seja “uma teologia cristã” independente. Küng representa um momento áureo da produção teológica: boa formação acadêmica, independência da reflexão, coragem para a afirmação — sem propor nem aceitar a ruptura —, tendo sido o primeiro teólogo a ser punido, sem sofrer os efeitos ao ser protegido pela legislação alemã, dando início ao desvanecimento da punição como limitação à reflexão teológica. As queixas comuns sobre as (des)vantagens de ser cristão, só superada quando se recobra o sentido da liberdade, da não-violência, do amor e da paz, da qual aprendeu que nosso tempo não sofre falta de organização, mas de orientação. Uma sociedade civilizada e um Estado supõem uma ordem de Direito, que não pode existir sem uma consciência ou ética moral, que por sua vez exigem valores, atitudes e normas básicos. Não se pode dispensar a religião por não existir nenhum dever incondicional para determinado agir sem uma autoridade com a qual se possa exigir obediência incondicional ao absoluto. Esses valores sempre foram oriundos de critérios cristãos. Por isso, assumindo o ônus teologal da verdade, opportune importune, é difícil contradizer os que esperam outra atitude do cristianismo, cujas estruturas eclesiais foram descredenciadas com legalismo, oportunismo, arrogância e intolerância. Se o deus desconhecido (theós agnostos) dos Atos dos Apóstolos é sem rosto, o da fé judaico-cristã é concreto, revelou-se na história, não devora os que se aproximam nem é ambivalente, confuso, hipócrita, não tem dupla face nem é mutável ou imprevisível. É um Deus a favor da humanidade, além do qual não há outro, primeira e última realidade para judeus, cristãos e muçulmanos, amigo do ser humano e parceiro a quem podemos dirigir a palavra. É o sentido oniabrangente e onipenetrante das coisas, cuja liberdade absoluta não restringe, mas possibilita, capacita e conserva a liberdade relativa do mundo, pelo que está na sua origem e no seu final. Quem crê nele encontra, pela compreensão, a razão. Em sua presença pode-se rezar, oferecer sacrifícios, dobrar os joelhos respeitosamente, cantar e dançar, como ensinou Heidegger. A orientação que nos falta vem de Jesus de Nazaré, figura histórica com rosto humano, que agia em nome dele, pai do filho pródigo, em vez dos piedosos e de quem se diz justo desde o princípio; que também é mãe e dá, em vez de só exigir; que não humilha mas reergue; não condena mas perdoa, não castiga mas liberta; que faz valer a graça; que se alegra mais com a conversão do único injusto do que pelos 99 justos; que deseja que sejam abolidos os limites entre bons e maus, amigos e inimigos, distantes e próximos; e que não morreu no nada, mas em Deus, por isso que está vivo através de Deus e com Deus. O Deus do começo é o mesmo do fim. 

Relação do homem com o mundo: Em qualquer sociedade, a religião define um modo de ser no mundo em que transparece a busca de um sentido para a existência. Nos momentos em que a vida mais parece ameaçada, o apelo religioso se torna mais forte. As crenças religiosas e as mágicas são, para os que as adotam, formas de conhecimento e teorias da natureza do universo e do homem. As práticas religiosas e mágicas são, portanto, relacionadas freqüentemente com a procura de verdades que, segundo se imagina, os homens devem conhecer para seu próprio bem e que estão acima do conhecimento comum ou da dedução puramente racional.(...) O homem religioso esforça-se por permanecer o máximo do tempo possível num universo sagrado, ao contrário do homem privado de sentimento religioso, que deseja viver, ou vive, num mundo des-sacralizado. É preciso lembrar, porém, que o cosmo totalmente dessacralizado, o mundo inteiramente profano, é uma descoberta recente na história da humanidade, embora não ocorra uma abolição completa do comportamento religioso. Mesmo a existência mais dessacralizada conserva ainda traços de uma valorização religiosa no mundo. Com a experiência do sagrado, as coisas que compõe o mundo tornam-se mais ricas de significado simbólico.

A importância do estudo: Filosofia da Religião. A filosofia vem do grego "amor à sabedoria" (philo.sophia). Filosofia - tradicionalmente o centro das artes liberais - analisa questões fundamentais da vida. Quem sou eu? What can I know? O que eu posso saber? Como faço para decidir o certo ou errado? Existe uma sociedade ideal? Filósofos utilizando o pensamento criativo e analítico investigar estes problemas fundamentais sobre a realidade, conhecimentos, valores, significado e da sociedade.  A religião como um campo examina as crenças espirituais, ensinamentos, práticas e culto. Cursos em função da religião em estudo aprofundado das religiões do mundo e movimentos religiosos. Por que estudar filosofia? A maioria dos estudantes de filosofia para desfrutar de sua própria causa. A vida tem uma maneira de levantar questões últimas.. Filosofia em torneiras dos prazeres da vida da mente. É uma conversa com os pensadores mais influentes do mundo: Sócrates, Aristóteles, Tomás de Aquino, Locke, Kant, Marx e Nietzsche. Philosophy Filosofia afeta todas as outras disciplinas. Ele investiga as conexões entre arte, literatura, direito, medicina, negócios, psicologia, ciência, religião, política e meio ambiente. Não admira que um recente artigo do New York Times renovado interesse em explorar o major. Por que estudar a religião?  Religião abre a mente para um mundo de possibilidades para além da ordem natural. O estudo da religião promove uma valorização de investigação espiritual, bem como respeito pelas diferentes tradições religiosas. Temas religiosos animar tanto da história intelectual ocidental, a literatura e a política.

Pensamento mítico no mundo grego: A mitologia grego termo refere-se à recolha de contos pertencentes aos antigos gregos sobre o seu panteão de deuses, bem como os seus heróis, que delineiam o seu próprio culto e práticas rituais e visão do mundo. Este corpus de material inclui um grande coleção de narrativas, algumas das quais explicam as origens do mundo, e outros que detalham a vida e as aventuras de uma grande variedade de deuses, deusas, heróis, heroínas e outras criaturas mitológicas. Estas contas foram inicialmente formado e divulgadas em uma tradição oral-poética, que são hoje conhecidos, principalmente através da literatura grega escrita. Mitologia grega exerceu uma influência ampla e profunda sobre a cultura, as artes ea literatura da civilização ocidental. De fato, o grego temas mitológicos ter permanecido continuamente relevantes em toda a história literária ocidental. Embora as religiões do grego antigo com base nestes contos há muito que desapareceu na obscuridade, mitos gregos permanecem as fontes arquetípicas para grande parte da ficção ocidental, poesia, cinema e audiovisual das artes. Mitologia grega, desempenhou um papel crucial no desenvolvimento dos estudos modernos de mitologia, psicologia e filologia, e continua a ser uma parte do patrimônio e da língua da comunidade global. 

Divinizações das forças da natureza. A religião grega, cujas origens são múltiplas como os de todas as religiões apresentam, de início, um caráter acentuadamente totêmico, que se reflete no culto pelas divindades animais. Vestígios do primitivo totem aparecem ainda nos tempos históricos com os deuses de cauda de serpente com os animais que acompanham as divindades antropomórficas, como a coruja de Atenéia e a águia de Zeus. Em Delfos, que tanta influência iria ter, não sobre a vida religiosa, mas sobre a vida política dos gregos, o antigo deus era representado por uma serpente e só mais tarde assumiria a forma de Apolo. A divinização das forças da natureza, que se encontra em todas as religiões primitivas misturadas com prática de magia de caráter imitativo, também é uma das características da antiga religião grega, e traduz-se no culto da deusa-mãe, próprio de muitos outros povos, em que a terra primitivamente virgem se torna fecunda pela ação das chuvas. Os gigantes e os titãs antepassados dos homens que nascem desse conúbio mais tarde serão escorraçados por Zeus, - deus de origem indo-ariano - o que nos faz supor que essas formas primitivas do culto correspondem à população autóctone, mais tarde vencida e dominada pelas tribos helênicas. Os gregos adoravam vários deuses, e os representavam sob a forma humana. Portanto, sua religião era politeísta e antropomórfica. Os deuses habitavam o monte Olímpio. No monte Olímpio habitavam 15 deuses, são eles: Zeus - deus do céu e Senhor do Olimpio; Héstia - deusa do lar; Hades - deus do mundo subterrâneo (inferno); Deméter - deusa da agricultura; Hera - deusa do casamento; Posêidon - deus dos mares; Ares - deus da guerra; Atena - deusa da inteligência e da sabedoria; Afrodite -deusa do amor e da beleza; Dionísio - deus do vinho, do prazer e da aventura; Apolo - deus do Sol, das artes e da razão; Artemis - deusa da Lua, da caça e da fecundidade animal; Hefestos - deus do fogo; Hermes - deus do comércio e das comunicações; Asclépio - deus da medicina; As três Graças; As noves Musas; Eros; As Horas; As Moiras; O culto aos deuses era tão desenvolvido entre os gregos, que chegaram a erigir soberbos templos as suas divindades, nos quais realizavam suas orações. Consideravam que os oráculos eram meios utilizados pelos deuses para se comunicarem com eles.

Antropomorfização dos deuses. A relevância histórica e epistemológica da Psicologia dos Povos (Völkerpsychologie) escrita por Wilhelm Wundt, aquele que estabeleu as bases cientificas da psicologia, nos mostra com clereza o que seria a antromorfização dos deuses. No tocante ao primeiro estágio da evolução mental, Wundt afirma que o absolutamente primitivo seria um povo que não teria uma fase psíquica anterior ou que executaria um número menor de operações mentais em relação às qualidades gerais humanas. Acrescenta que os dotes intelectuais e morais dos primitivos se mantiveram limitados pela inexistência de contatos culturais com os povos vizinhos. Cumpre assinalar que o autor analisou dados coligidos por missionários e viajantes sobre tribos consideradas intactas do contato com outros povos: os pigmeus na região do Rio Nilo e algumas tribos asiáticas nas Filipinas e Malásia. Na Psicologia dos Povos é destacado, para Wundt, que os primitivos teriam uma mitologia pouco complexa baseada na crença em vários deuses, demônios e na magia. Aliás, na perspectiva wundtiana, a cosmologia primitiva seria ingênua, cujos influxos seriam derivados de suas crenças em seres e ações inefáveis, que seriam os responsáveis pelas enfermidades e pela morte sujeitos. Nessa direção, não haveria uma causalidade lógica, mas uma causalidade mágica não vinculada a regras racionais de explicação do mundo. A propósito, essas duas formas de pensamento não guardariam estreitas relações entre si. A primeira estaria preocupada com leis e regularidades; a segunda com o acaso e o imponderável. Prosseguindo as digressões sobre a religiosidade primitiva, vale apontar um politeísmo sobejamente marcado e a ausência de cultos formais em um sentido estreito do termo. Havia sim práticas individuais mágicas para combater os demônios das enfermidades e danças cerimoniais endereçadas aos deuses como suplícios. Em que tange o vestuário e habitações primitivos, eles vestir-se-iam de forma simples, sem representativos adornos, criariam pequenos animais, morariam em cavernas com o fito único de se proteger das intempéries da natureza. Precisamente o uso de roupas e a utilização teleológica de instrumentos domésticos diferenciariam o homem primitivo do estado animal. No trato da arte primitiva, haveria dois segmentos com maior destaque: a dança, marcada pela destreza de movimentos, posturas e expressões mímicas e a canção, inspirada na imitação dos sons da natureza. Por seu turno, a fase totêmica demarcaria uma estreita relação entre homens e animais e plantas. Os dados sobre este estágio do psiquismo humano foram fornecidos pelos viajantes Spencer e Gillen em suas viagens à Austrália e ao noroeste dos Estados Unidos. Notadamente, essas tribos estavam divididas em clãs que cultuavam totens. A época totêmica recebe esta designação pela relação estreita estabelecida entre um totem (animal ou vegetal) e um clã (grupos de homens que se reconhecem pertencendo a uma mesma filiação totêmica).

Teologia filosófica:Sistema teológico que, apropriando-se das ferramentas da filosofia, busca compreender a Deus e a Sua obra por intermédio da luz natural da razão. Vejamos isso em Platão e Aristóteles. 6.1 – Platão:A teologia trinitária de Platão: idéias reais, demiurgo, matéria eterna. Uma teologia confusamente trinitária. A natureza de Deus é obscura em Platão e se apresenta na forma de uma trindade de realidades: Idéias reais eternas, Demiurgo ordenador, Matéria eterna. Nesta concepção trina da realidade total, deu Platão à teologia natural novos conceitos, mas sem ainda superar as obscuridades do pensamento antigo neste particular. Dali nascem duas tendências futuras, - a unidade da natureza divina e a trindade das pessoas que a possuem, as quais seriam de algum modo distintas desta natureza, sem todavia multiplicar a esta. A unidade é defendida, ou simplesmente sem a multiplicidade das pessoas, ou com a multiplicidade das pessoas. Mas, a multiplicidade das pessoas se daria sem a multiplicação da natureza, e sim pela maneira de ser possuída, numa processão de posse, em que a primeira pessoa a possui simplesmente, a segunda como recebida da primeira, a terceira como recebida finalmente de ambas. Neste contexto se desenvolverá depois a trindade do neoplatonismo de Plotino, como também o da trindade cristã, que Agostinho de Hipona abordará amplamente. A natureza divina no sistema filosófico de Platão. É notório que Platão multiplicou as entidades supremas, sem deixar claro como isto afeta a natureza divina. Houve os que viram nesta multiplicação uma fraqueza de síntese a respeito desta natureza.  Poderia estar nas próprias idéias eternas, não somente a função de causas exemplares, mas também o poder de se aplicarem à ordem na matéria. Então estaria dispensado o Demiurgo, o qual se identificaria, pois com as próprias idéias eternas. Deus seria, pois, o Demiurgo, tendo dentro si as idéias eternas. Mais ou menos assim conceber dirá Tomas de Aquino (1225-1274), ao insistir no exemplarismo divino como sendo nada mais do Deus enquanto imitável. Poderia, portanto Platão, ter reunido as idéias num só ato puro, entendido a este como pensamento puro. Aristóteles, muito mais sintético, passará a entender a Deus como inteligência pura, instalado como ato puro, como motor que move, sem se móvel. 

Aristóteles: Deus motor imóvel e ato puro. A noção de Deus na filosofia de Aristóteles (384-322 a. C.) surge como causa suficiente do mundo. Encontra-se conseqüentemente na dependência de noções metafísicas fundamentais. Muito especialmente lhe ocorreu falar de Deus como causa eficiente e última do movimento. Ocupou-se menos da perspectiva oferecida pelas causas final e formal. Diferentemente, para Platão a perspectiva destacada fora a ligação para Deus através da causa final, que, de certo modo se identifica com a formal. Platão, neste particular mais metafísico que Aristóteles, embora menos preciso, se preocupou antes com a forma, ou seja de Deus como causa exemplar do mundo.  Aristóteles, mais realista que Platão, explorou particularmente a questão do princípio eficiente do movimento. Não ficou, entretanto, de todo alheio aos outros aspectos.  O argumento pela contingência se desenvolverá mais exaustivamente no futuro, com Avicena (980-1037) e os escolásticos medievais, em especial com Tomás de Aquino, coordenador das cinco vias.  Importa advertir que o argumento pela via da contingência se alinha no mesmo nível do princípio de causa eficiente. Aristóteles explorou a causa eficiente ao ocupar-se da série das causas, em que a primeira causa seria uma causa incausada (ou um motor imóvel que move). Platão que, também tratou deste motor, se ocupou todavia, como já se disse, mais com as causas formal (exemplar) e final (ordem do mundo). Uma explicação ampla do movimento foi tentada por Aristóteles. Além da causa material e formal apelou ainda para a ocorrência de um princípio eficiente, por ele chamado "princípio do movimento", e que somente os pósteros chamariam causa eficiente.  Exprimiu-se assim, o Mestre do Liceu: "Causa é ainda o princípio primeiro do movimento ou do repouso: o autor de uma decisão é causa de ação, e o pai é a causa da criança, e, em geral, o agente é causa daquilo que é feito, e o que faz mudar é a causa daquilo que sofre a mudança" (Metaf., V, 2. 1013a 20).  

Hipótese: Conflito Insuperável: Ao provocar a ruptura entre logos e mythos, a cultura ocidental gerou um acontecimento desconhecido em outras culturas: o conflito entre a fé e a razão. Pois para a alma religiosa, há um Deus; já para a razão, é preciso provar a existência da divindade. Para o religioso Deus é um ser prefeito, bom e misericordioso, no entanto justo, punindo os maus e recompensando os bons. Para a razão, Deus é uma substância infinita, mas é preciso provar que sua essência é constituída por um intelecto onisciente e uma vontade onipotente. A espiritualidade divina para o crente, não é incompatível com a presença de poder ver Deus atuar materialmente sobre o mundo, realizando milagres. Já para a razão, é preciso provar racionalmente que é possível uma ação do espírito sobre a matéria e por que, sendo Deus onisciente, realizando milagres suspenderia a ordenação necessária do mundo que Ele próprio estabeleceu. A peculiaridade racional da cultura ocidental afetou a própria religião. Para competir com a razão e suplantá-la, a religião precisou oferecer-se na forma de provas racionais, teses, conceitos, teorias. Tornou-se teologia, ciência sobre Deus. Transformou os textos da história sagrada em doutrina, coisa que nenhuma outra religião fez. Fé: Curiosamente, apesar do conceito de fé existir nas escrituras desde os primeiros dias da raça humana, a palavra "fé", do hebraico "emuná", só é traduzida pela primeira vez nas escrituras, com este sentido, no livro de Habakuk conforme aparece abaixo: "Eis aqui um soberbo, sua alma não é reta nele; e um justo (que) em sua fé viverá". Habakuk A palavra "emuná", com outros sentidos, como fidelidade, confiança, lealdade, etc, é utilizada anteriormente ao livro de Habakuk; contudo, para este estudo, nos interessa o conceito de fé, conforme o texto de Habakuk nos apresenta. Percebemos que a fé, como menção nas Sagradas Escrituras, é posterior à Torah (Lei), onde ela não ocorre com este sentido, porém anterior ao Novo Testamento, embora seja um conceito estabelecido muito antes de sua primeira ocorrência escritural. Hebel (corrompido como 'Abel') é o primeiro homem referido nas escrituras, em Hebreus, com referência ao exercício da fé. Isto é anterior a qualquer acontecimento terreno mencionado nas Sagradas Escrituras, após a queda do homem. É bom destacar que a palavra hebraica "emunáh" traz em si diversos significados, que de forma alguma estão separados da fé, quais sejam: veracidade, sinceridade, honradez, retidão, fidelidade, lealdade, seguridade, crédito, firmeza e verdade. Diante de todos estes significados, podemos compreender melhor as razões pelas quais o Criador Yaohuh (IÁORRU) nos diz que sem "emunáh" é impossível agrada-lO. O que é fé ? "Ora, a fé é a certeza de coisas que se esperam, a convicção de fatos que se não vêem". - Hebreus 11:1 - Não creio que possa haver melhor definição para a fé do que as próprias escrituras nos fornecem em Hebreus. Primeiramente, as escrituras nos apontam para uma certeza de que sucederá o que esperamos; e, em seguida, nos apontam, mais claramente ainda, na direção de que nossa esperança e convicção devem ser baseadas em fatos. Esta é uma palavra chave para o entendimento da fé: "FATOS". Assim, antes de entendermos o que é fé, precisamos entender o que é um fato. Apresentando a fé como convicção de fatos que se não vêem. Fato é uma verdade absoluta, real, existente, inequívoca, incontestável, declarada. Contudo, podemos, e devemos, entender os fatos de uma forma mais simples do que uma pura definição com aspecto de dicionário, e também mais escritural. 

Como princípio espiritual, a fé é a submissão do nosso espírito às palavras de YAOHUSHUA (IAORRÚSHUA). Quando estamos convictos em nosso espírito acerca de qualquer fato, estamos com isso nos submetendo à Palavra, e declaramos que só há uma criação, um Único Criador, e que a Palavra é verdadeira. Ao mesmo tempo em que a fé é um ato de submissão espiritual à Palavra de YAOHUSHUA (IAORRÚSHUA), é também uma entrega irrestrita, em confiança na realidade que nos é apresentada. Fé é submissão; fé é confiança; fé é certeza; fé é convicção de fatos. Dúvida é rebeldia; dúvida é desconfiança; dúvida é incerteza; dúvida é rejeição de fatos. "Vede irmãos, não haja em vós perverso coração de incredulidade que vos afaste de YAOHUH UL KHAYAO (IÁORRU UL RAIÁO - Aquele que vive)". - Hebreus 3:12. A palavra "perverso" tem o significado de corrompido, fora da sua forma normal. Incredulidade é considerada, pelas escrituras, como perversão ou corrupção, tendo em conta que a fé e a confiança em YAOHUH UL (IÁORRU UL) são a normalidade escritural. Aquele que duvida é considerado perverso ou, espiritualmente anormal. Defeituoso espiritual. 

Ainda outra observação muito importante quanto à definição escritural de fé, é que ela é baseada em fatos que não se vêem, e não nos fatos comuns visíveis. A necessidade de visão ou constatação tátil de qualquer fato, põe em dúvida a Palavra de YAOHUH UL (IÁORRU UL) e a integridade moral de Sua Pessoa quanto ao que foi por Ele afirmado. É fato que YAOHUSHUA (IAORRÚSHUA) criou os céus azuis, pela Sua palavra. Isto é um fato comum visível, e não requer nenhuma espécie de fé, nem pode produzir fé alguma, uma vez que é visível e facilmente constatável. É fato que habitamos o planeta Terra, que gira em torno do sol e possui uma lua. Tudo isso foi criado pela palavra de YAOHUSHUA (IAORRÚSHUA), contudo, basta a visão natural para constatar, não sendo matéria de fé, e nem passível de fé, uma vez que não se trata de "fatos que se não vêem". A fé envolve diretamente fatos invisíveis, sobre os quais não temos nenhuma forma de análise ou constatação natural, sendo aceitos em convicção apenas pela extrema confiança na palavra daquele que assim nos informou pelas Sagradas Escrituras, com base no fato de que YAOHUSHUA (IAORRÚSHUA) é a Verdade e também é de total integridade moral. 

Segundo os apóstolos: "Concluímos, pois, que o homem é justificado pela fé, independentemente das obras da lei". - Romanos 3:28 - "Porém ao que não trabalha, mas crê naquele que justifica o ímpio, a sua fé lhe é contada como justiça" - Romanos 4:5 - "Ora, sem fé é impossível agradar a YAOHUH UL (IÁORRU UL); porque é necessário que aquele que se aproxima de YAOHUH UL (IÁORRU UL) creia que Ele existe, e que é galardoador dos que o buscam". - Hebreus 11:6 - As escrituras nem ao menos dizem que é difícil agradar a YAOHUH UL (IÁORRU UL) sem fé, mas, antes, dizem que é impossível. Porque? Porque a fé é o conceito de justiça estabelecido por YAOHUH UL (IÁORRU UL) e não a lei. As escrituras nos mostram que a fé foi estabelecida como padrão de justiça, por YAOHUH UL (IÁORRU UL) para os homens, desde os primórdios da humanidade. Muitos se enganam ao pensar que a fé é um novo padrão de justiça de YAOHUH UL (IÁORRU UL) estabelecido no Novo Testamento somente, mas isso não é fato escritural. Outros pensam que a misericórdia neo-testamentária foi a forma da salvação ser aberta aos gentios também, o que não se comprova escrituralmente, pois a fé já justificava gentios até mesmo na época da lei. 

É muito importante notar que a fé foi imputada como justiça a cada uma destas pessoas mencionadas em Hebreus 11, independentemente de suas atitudes para com a lei ou nacionalidade. A nação de Yaoshorul se formou a partir de Abruham, mas vemos que já haviam justos pela fé até mesmo antes dele. A partir de Abruham se constituiu a nação de Yaoshorul, mas ainda assim vemos a justiça que é segundo a fé operando em Rakhav, meretriz e gentia (na ocasião). A fé como justiça é o conceito escritural básico para nossa salvação e vida eterna. Contudo, já estudamos que a fé é a convicção de fatos. 

Como se adquire fé ? "Porque: Todo aquele que invocar o SHUAM (Nome) YAOHUH (IÁORRU) será salvo. Como pois invocarão Aquele em Quem não creram? e como crerão nAquele de Quem não ouviram falar? e como ouvirão, se não há quem pregue? E como pregarão, se não forem enviados? assim como está escrito: Quão formosos os pés dos que anunciam boas novas! Mas nem todos deram ouvidos à Preciosa Mensagem; pois Yaoshuayaohu (corrompido como 'Isaías') diz: YAOHUH (IÁORRU), quem deu crédito à nossa pregação? Logo a fé vem pelo ouvir, e o ouvir pela palavra de YAOHUSHUA (IAORRÚSHUA), o Messias". - Romanos 10:13-17 - A definição de fé nos traz duas palavras com entranhado sentido de integridade ou inteireza, quais sejam: "certeza" e "convicção". As palavras "certeza" e "convicção" implicam diretamente em um total de 100% de crença e 0% de dúvida. Se alguém tiver 1% de dúvida, já não tem certeza e nem convicção, porque só estará crendo 99%. Do mesmo modo que outras boas qualidades espirituais como pureza, santidade e justiça, a fé possui a característica de que resulta da retirada de algo "impuro". É simples entendermos que a pureza é o resultado da ausência de impurezas, do mesmo modo que a santidade é o resultado da retirada completa do que seja profano; a justiça é a retirada completa de toda injustiça ou impunidade. Quando as escrituras dizem que fomos lavados com água pela palavra, é claro que "ser lavado" não significa receber algo em nós, mas, pelo contrário, retirar algo de nós. A roupa lavada é aquela da qual foi retirada a sujeira, e não aquela à qual foi adicionada limpeza. Para se ter algo limpo, nós não "adicionamos limpeza", mas sim, retiramos sujeira. Os conceitos escriturais de pureza, santidade, justiça e fé são sempre absolutos, e não percentuais. Se algo é "99% puro", então não é puro, mas sim impuro. Se algo é "99% justo", então não é justo, mas sim injusto. Aquilo que é "99% santo", certamente não é santo, mas sim profano, porque todas as boas qualidades espirituais implicam em integridade, integralidade, 100%. Do mesmo modo, a fé resulta de uma integralidade da crença com total ausência de dúvida. Quem tem "99% de certeza", não tem certeza, e portanto, não tem fé. Quaisquer percentuais de crença e dúvida presentes em uma pessoa representa ausência de fé, porque, por definição, a fé é o resultado de 100% de crença com 0% de dúvida. É a diferença do "eu acho" para o "eu sei". Qualquer um que tenha algum percentual de dúvida em seu coração, só poderá dizer "eu acho"; somente quem não tiver nenhum percentual de dúvida em seu coração poderá dizer "eu sei".

A melhor figura para me auxiliar a explicar esta questão é a do copo que tem areia até a metade, e o resto está com água. De nada adianta colocar mais e mais água nesse copo, porque ele não ficará mais cheio de água do que já está. Para que ele tenha mais água dentro dele é preciso que se retire areia primeiro. É muito interessante atentar para o ensinamento de YAOHUSHUA (IAORRÚSHUA) aos seus discípulos quando, após um fracasso, eles Lhe pedem para que sua fé seja aumentada. YAOHUSHUA (IAORRÚSHUA) conduz a conversa para um grão de mostarda, a menor de todas as sementes, algo que é muito pequeno em tamanho, mas com poder de operar coisas muito grandes. A questão que fica muito clara é que não se trata de qual "quantidade", mas sim de qual "qualidade". Se a fé for realmente fé, com 0% de dúvida, um grão de mostarda é suficiente para operar grandes coisas. E aqui nós vemos a diferença entre crença e fé, porque crer é dar crédito a um fato, e duvidar é retirar crédito desse fato. Fé é quando damos crédito a um fato, sem retirar nenhum crédito desse fato. A dúvida enfraquece sobremodo o poder espiritual, pelo fato de que contamina a crença, criando percentuais de crença e dúvida, o que desfaz a integridade e desfaz a fé. Crença e dúvida, misturados em quaisquer percentuais, não é fé, por definição. 

A fé além das escrituras: À primeira vista, sempre que falamos de algo "além das escrituras", ficamos receosos de onde estaremos pisando. Isso é natural. As escrituras são nossa mais sólida base de fé, pois é um amplo relato fiel de fatos. Contudo, a fé realmente vai muito além das escrituras, por algumas razões importantes: - Algumas das pessoas mencionadas nas escrituras por sua fé, jamais tiveram qualquer contato com as escrituras. Hebel, Noakh, Abruham, Rakhav, Yaohutzkaq, Yaohucáf e Yaohusáf são exemplos disso. Seu relacionamento com YAOHUH UL (IÁORRU UL) é que lhes proporcionava o conhecimento dos fatos sobre os quais poriam sua fé. - Em muitas situações do nosso dia-a-dia não poderemos encontrar nas escrituras algum texto que ensine ou mostre os fatos exatamente como eles se apresentam no momento. Nestas situações de nossas vidas é que se torna muito importante entendermos que as escrituras servem para nos conduzir a um relacionamento pessoal e íntimo com YAOHUH UL (IÁORRU UL), por meio da fé em YAOHUSHUA (IAORRÚSHUA), o Messias, tendo em nós a habitação do RUKHA ULHIM. "Ora, este é o pacto que farei com a casa de Yaoshorul (Israel), depois daqueles dias, diz YAOHUH UL (IÁORRU UL); porei as Minhas leis no seu entendimento, e em seu coração as escreverei; eu serei o seu ULHIM, e eles serão o Meu povo". A presença do RUKHA ULHIM em nós representa certamente a mais maravilhosa promessa de YAOHUH UL (IÁORRU UL) para nossas vidas. Contudo, não podemos esquecer que YAOHUSHUA (IAORRÚSHUA) disse: "Aquele que Me amar será amado por Meu Pai Celestial; e nós viremos a ele e faremos nele morada". Esta é palavra suficiente para sabermos que contamos com a presença da Triunidade em nós. Esta é a presença que nos dá vida e que nos conduz com direção. Foi para esta posição que as Sagradas Escrituras nos conduziram, para que aqui cheguemos e desfrutemos desta maravilhosa intimidade com a Triunidade por todos os nossos dias. Embarcamos nas Sagradas Escrituras como uma condução que nos trouxe até aqui, e aqui chegamos para ter intimidade com o próprio Autor das Sagradas Escrituras. Nossa condução e nosso viver por fé não se dá somente quando estamos lendo as escrituras ou estamos reunidos com nossos irmãos, mas principalmente, o nosso viver pela fé se dá em meio aos ventos da vida, nas dificuldades do trabalho, nas necessidades, nas circunstâncias adversas, nas tribulações e nos perigos. Em cada situação particular, que dificilmente encontraremos similaridade nas escrituras, precisamos estar em intimidade com ULHIM que habita em nós, para sermos orientados e agirmos por fé. Os princípios espirituais das escrituras foram gravados em nossos corações, mas existem situações diversas que necessitamos de orientação extra-escritural, pela habitação de ULHIM em nós. Quais são elas? Podemos citar diversas. 

Razão: Os vários sentidos da palavra razão - Nos capítulos precedentes, insistimos muito na afirmação de que a Filosofia se realiza como conhecimento racional da realidade natural e cultural, das coisas e dos seres humanos. Dissemos que ela confia na razão e que, hoje, ela também desconfia da razão. Mas, até agora, não dissemos o que é a razão, apesar de ser ela tão antiga quanto a Filosofia. Em nossa vida cotidiana usamos a palavra razão em muitos sentidos. Dizemos, por exemplo, "eu estou com a razão", ou "ele não tem razão", para significar que nos sentimos seguros de alguma coisa ou que sabemos com certeza alguma coisa. Também dizemos que, num momento de fúria ou de desespero, "alguém perde a razão", como se a razão fosse alguma coisa que se pode ter ou não ter, possuir e perder, ou recuperar, como na frase: "Agora ela está lúcida, recuperou a razão".Falamos também frases como: "Se você me disser suas razões, sou capaz de fazer o que você me pede", querendo dizer com isso que queremos ouvir os motivos que alguém tem para querer ou fazer alguma coisa. Fazemos perguntas como: "Qual a razão disso?", querendo saber qual a causa de alguma coisa e, nesse caso, a razão parece ser alguma propriedade que as próprias coisas teriam, já que teriam uma causa. Assim, usamos "razão" para nos referirmos a "motivos" de alguém, e também para nos referirmos a "causas" de alguma coisa, de modo que tanto nós quanto as coisas parecemos dotados de "razão", mas em sentido diferente. Esses poucos exemplos já nos mostram quantos sentidos diferentes a palavra razão possui: certeza, lucidez, motivo, causa. E todos esses sentidos encontram-se presentes na Filosofia. Por identificar razão e certeza, a Filosofia afirma que a verdade é racional; por identificar razão e lucidez (não ficar ou não estar louco), a Filosofia chama nossa razão de luz e luz natural; por identificar razão e motivo, por considerar que sempre agimos e falamos movidos por motivos, a Filosofia afirma que somos seres racionais e que nossa vontade é racional; por identificar razão e causa e por julgar que a realidade opera de acordo com relações causais, a Filosofia afirma que a realidade é racional. 

A consciência é a razão. Coração e razão, paixão e consciência intelectual ou moral são diferentes. Se alguém "perde a razão" é porque está sendo arrastado pelas "razões do coração". Se alguém "recupera a razão" é porque o conhecimento intelectual e a consciência moral se tornaram mais fortes do que as paixões. A razão, enquanto consciência moral, é a vontade racional livre que não se deixa dominar pelos impulsos passionais, mas realiza as ações morais como atos de virtude e de dever, ditados pela inteligência ou pelo intelecto. Além da frase de Pascal, também ouvimos outras que elogiam as ciências, dizendo que elas manifestam o "progresso da razão". Aqui, a razão é colocada como capacidade puramente intelectual para conseguir o conhecimento verdadeiro da Natureza, da sociedade, da História e isto é considerado algo bom, positivo, um "progresso". Por ser considerado um "progresso", o conhecimento científico é visto como se realizando no tempo e como dotado de continuidade, de tal modo que a razão é concebida como temporal também, isto é, como capaz de aumentar seus conteúdos e suas capacidades através dos tempos. Algumas vezes ouvimos um professor dizer a outro: "Fulano trouxe um trabalho irracional; era um caos, uma confusão. Incompreensível. Já o trabalho de beltrano era uma beleza: claro, compreensível, racional". Aqui, a razão, ou racional, significa clareza das idéias, ordem, resultado de esforço intelectual ou da inteligência, seguindo normas e regras de pensamento e de linguagem. Todos esses sentidos constituem a nossa idéia de razão. Nós a consideramos a consciência moral que observa as paixões, orienta a vontade e oferece finalidades éticas para a ação. Nós a vemos como atividade intelectual de conhecimento da realidade natural, social, psicológica, histórica. Nós a concebemos segundo o ideal da clareza, da ordenação e do rigor e precisão dos pensamentos e das palavras. Para muitos filósofos, porém, a razão não é apenas a capacidade moral e intelectual dos seres humanos, mas também uma propriedade ou qualidade primordial das próprias coisas, existindo na própria realidade. Para esses filósofos, nossa razão pode conhecer a realidade (Natureza, sociedade, História) porque ela é racional em si mesma.

Fala-se, portanto, em razão objetiva (a realidade é racional em si mesma) e em razão subjetiva (a razão é uma capacidade intelectual e moral dos seres humanos). A razão objetiva é a afirmação de que o objeto do conhecimento ou a realidade é racional; a razão subjetiva é a afirmação de que o sujeito do conhecimento e da ação é racional. Para muitos filósofos, a Filosofia é o momento do encontro, do acordo e da harmonia entre as duas razões ou racionalidades.Na cultura da chamada sociedade ocidental, a palavra razão origina-se de duas fontes: a palavra latina ratio e a palavra grega logos. Essas duas palavras são substantivos derivados de dois verbos que têm um sentido muito parecido em latim e em grego. Logos vem do verbo legein, que quer dizer: contar, reunir, juntar, calcular. Ratio vem do verbo reor, que quer dizer: contar, reunir, medir, juntar, separar, calcular. Que fazemos quando medimos, juntamos, separamos, contamos e calculamos? Pensamos de modo ordenado. E de que meios usamos para essas ações? Usamos palavras (mesmo quando usamos números estamos usando palavras, sobretudo os gregos e os romanos, que usavam letras para indicar números). Por isso, logos, ratio ou razão significam pensar e falar ordenadamente, com medida e proporção, com clareza e de modo compreensível para outros. Assim, na origem, razão é a capacidade intelectual para pensar e exprimir-se correta e claramente, para pensar e dizer as coisas tais como são. A razão é uma maneira de organizar a realidade pela qual esta se torna compreensível. É, também, a confiança de que podemos ordenar e organizar as coisas porque são organizáveis, ordenáveis, compreensíveis nelas mesmas e por elas mesmas, isto é, as próprias coisas são racionais. Desde o começo da Filosofia, a origem da palavra razão fez com que ela fosse considerada oposta a quatro outras atitudes mentais: ao conhecimento ilusório, isto é, ao conhecimento da mera aparência das coisas que não alcança a realidade ou a verdade delas; para a razão, a ilusão provém de nossos costumes, de nossos preconceitos, da aceitação imediata das coisas tais como aparecem e tais como parecem ser. As ilusões criam as opiniões que variam de pessoa para pessoa e de sociedade para sociedade. A razão se opõe à mera opinião;  Às emoções, aos sentimentos, às paixões, que são cegas, caóticas, desordenadas, contrárias umas às outras, ora dizendo "sim" a alguma coisa, ora dizendo "não" a essa mesma coisa, como se não soubéssemos o que queremos e o que as coisas são. A razão é vista como atividade ou ação (intelectual e da vontade) oposta à paixão ou à passividade emocional;  À crença religiosa, pois, nesta, a verdade nos é dada pela fé numa revelação divina, não dependendo do trabalho de conhecimento realizado pela nossa inteligência ou pelo nosso intelecto. A razão é oposta à revelação e por isso os filósofos cristãos distinguem a luz natural - a razão - da luz sobrenatural - a revelação;  Ao êxtase místico, no qual o espírito mergulha nas profundezas do divino e participa dele, sem qualquer intervenção do intelecto ou da inteligência, nem da vontade. Pelo contrário, o êxtase místico exige um estado de abandono, de rompimento com a atividade intelectual e com a vontade, um rompimento com o estado consciente, para entregar-se à fruição do abismo infinito. A razão ou consciência se opõe à inconsciência do êxtase. 

CONSIDERAÇÕES FINAIS: Como vimos ao longo do trabalho de pesquisa, a Filosofia da Religião é de suma importância para os dias de hoje. É preciso que seja redefinido o conceito da religião a luz dos grandes filósofos, assim como a própria teologia e que seja compreendido pelos lideres, profissionais autônomos, assim como pelos psicanalistas, pastores e professores em geral, por se tratar de um tema atual que novamente percebemos no dia a dia nos atendimentos feitos a pacientes com problemas de definição. Definir a fé, a razão, entender os principais temas da filosofia da religião é de urgência e para tanto esta monografia pretende acrescentar UMA ABORDAGEM DE INVESTIGAÇÃO COM FINALIDADE RELIGIOSA, ainda diria, com finalidade múltipla nas atenções sociais. Vivemos num mundo de mudanças radicais e o tema da religião retorna à pauta dos diálogos terapêuticos, assim como a filosofia na tentativa de encontrar respostas.

BIBLIOGRAFIA (fundamentação teórica):DELUMEAU, Jean (dir.). As Grandes Religiões do Mundo. Lisboa: Editorial Presença, 1997. ISBN 972-23-2241-9 - MARQUES, Leonado A. História das Religiões e a Dialética do Sagrado. Madras, 2005. ISBN 85-7374-952-0

CRISTIANO DOS SANTOS SILVA - TEÓLOGO - PSICANALISTA


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